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Free School - começando

Passei dois dias conhecendo uma escola livre. Achei que ia sair de lá encantanda e apaixonada, mas acho que experiências intensas vão além de um simples encantamento.
Saí mexida, borbulhando. Infinitas perguntas, vontades, ideias, inspirações. Coisas que adorei, coisas que não sei ainda o que achei, coisas que estranhei, coisas que surpreenderam.

De verdade, achei bem melhor do que sair só encantada e apaixonada. É inquietante!

Comecei a escrever sobre a visita, e ou ficava tudo muito embaralhado, ou eram apenas palavras soltas pra não esquecer algum tema. Então, seguindo o pedido de um amigo, e essa dificuldade de sistematizar, vou aproveitar esse espaço do blog, pra compartilhar o que foram esses dois dias de visita.

Preparem a pipoca e vamos lá.

(continua aqui)

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Inverno

Esse ano o inverno caprichou, viu?! Eu achava que não podia ser pior do que o ano passado, mas... pode. Comecinho de abril, todo mundo já pronto para o calor ficar de vez (que o digam os shorts, saias e sandálias que saíram desfilando na quinta-feira!), uma população inteira cansada de frio e mais frio. Aí me vem um sábado com sensação térmica de -4 graus, chuva e um pouquinho de neve, e um vento que peloamordedeus... Tá bom, inverno. Você provou seu ponto, já temos quase 6 meses de convivência, você ganhou etc etc. A primavera pode chegar agora??? ^^

Tum-dum

Amanhã vai ser minha primeira despedida - última reunião da escola que eu participo, então decidi fazer uns brigadeiros e levar de agrados pra todo mundo. Hoje estávamos fazendo os tais brigadeiros (por "estávamos" leia-se: Marcel fez tudo e eu fiquei colocando a massa no granulado pra ele enrolar). Enquanto ele foi começar a massa pro beijinho, eu terminei de enrolar os últimos brigadeiros, que não ficaram assim, exatamente... redondos. Sei que quando ele voltou, teve que re-enrolar todos os meus. Feliz e agradecida, fui toda romântica falar com ele: "Oh, meu amor, o que eu faria sem você?" A resposta? Brigadeiros quadrados. :o)

cheiros

{escrito em julho de 2015} bangkok tem um cheiro muito peculiar, que toda vez me intriga e me faz querer tentar descrever. não é um cheiro que se sente toda hora, e nem em todo lugar. mas todas as vezes que o cheiro vem, é inconfundível: cheiro de bangkok. é um cheiro acre, e olha que eu acho que nunca tinha usado essa palavra antes, a não ser pra falar do estado. mas é a única que me vem à cabeça quando penso nesse cheiro. é forte, é perfurante. não é um cheiro bom, já que lembra esgoto e comida estragada, mas por incrível que pareça também não é um cheiro ruim. parece impossível, mas apesar da combinação incômoda e nada perfumada, não chega a ser um fedor óbvio. talvez seja porque ele chega sem aviso, e logo passa. vem como um sopro, quase, só que intenso. às vezes acho que ele vem pra me lembrar que estou aqui, pra não me deixar enganar pelos shoppings e pelos ares cosmopolitas: eu não estou em qualquer grande cidade do mundo. eu estou em bangkok.