Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Maio, 2009

Lembrança

Ontem eu fui ver uma apresentação de dança, e me lembrei de quando eu fiz balé, e tive a minha apresentação.

Eu não lembro da dança, da coreografia, da música e nem mesmo da sensação de apresentar, ou de algum nervosismo antes ou felicidade depois. Não lembro quem foi me assistir, nem mesmo de quem dançou comigo.

Mas eu lembro muito, muito bem, dos ensaios no Teatro Nacional. Lembro de achar o máximo estar no palco da Villa-Lobos com minha sapatilha rosa e meu coque; lembro de me sentir gigante ficando lá até muiiito tarde, na época em que 9 da noite era ainda muiiiito tarde, e ter que tomar um toddynho durante o ensaio. Eu me sentia super importante, com a vida tão atribulada, que tinha que levar meu toddynho pro teatro, imagina, essa rotina de pop star.

A nossa memória funciona de um jeito muito bonito...

Frases dos dias

"The snakes that have love are not poisonous!"
(Ashlyn, 4 anos, depois de ver cobras ao vivo)

"That was a loud poop!!!"
(Mary Caroline, 2 anos, depois de soltar um pum daqueles)

"My belly is really thinking about vanilla pudding now..."
(Max, quase 3 anos, antes de terminar o almoço - mas já querendo a sobremesa)

"I have gas in my bottom!"
(Owen, 2 anos, morrendo de rir, depois de soltar um pum também)

Felicidade

é isso aqui:

hoje a Aniah levou pra escola uma boneca, que ela deu o nome de Taia. E outro dia a mãe da Mary Caroline falou que ela tava brincando com um escorredor de pratos (?!), e o nome era Tá-lía; e ela colocou a Tá-lía pra dormir, pra comer...

Eu nunca vou querer outra profissão. Juro.

em pequenas coisas

tá no jeito que eu seguro a manga de uma blusa de manga comprida antes de colocar o casaco (cê sabe, pra não ficar enrolando por baixo);

tá no jeito que eu acho que sanduíche de salame SÓ fica bom mesmo com um copo de coca-cola;

tá em como eu faço palavras cruzadas sentada no sofá;

tá também em todas as vezes que eu me olho no espelho, principalmente se olho rápido, e posso jurar que vejo ela;

tá até nos conselhos que dou pros outros, quando me surpreendo repetindo com tanta certeza as mesmas coisas que ela sempre me disse, e que eu mal sabia que viraram tão minhas;

tá no café com açúcar e no pão com manteiga que eu como todo santo dia;

tá ainda nas horas que fraquejo, duvido, fico com medo ou insegura - nessas horas aparece como a parte de mim que acredita;

acho que posso dizer que tá até mesmo no jeito meio desafinado de cantar, e em gostar de cantar mesmo assim;


tá em todas as partes de mim, do nariz ao jeito de falar, e não há nada que me dá mais orgulho do que saber que sou tão parecida…