quinta-feira, 28 de julho de 2011

Faça você mesmo

Desde que mudamos pro apartamento atual, 1 ano atrás, essa estante de caixas é nosso grande xodó - e das visitas também, que adoram! São baratas, práticas e multi-uso - começaram a labuta na cozinha, antes dos armários chegarem; migraram pra sala, onde guardaram mimos e enfeites, e agora estão também no escritório, com livros e bagunça.

Quer aprender a fazer também? Simbora!

1. A primeira coisa é ir até o CEASA mais próximo e pedir pra alguém umas caixas de madeira. Aqui em Brasília nos cobraram 5 reais por caixa (sempre bom contribuir pra cerveja da galera, hein?!). Pegamos 6 caixas, colocamos com algum esforço no carro e...

2. Com as caixas em mãos, é bom fazer duas coisas de preparação: ver se todos os pregos estão no lugar, martelando os que não estão pras caixas ficarem firmes, e passar um pano pra limpar as caixas também.




3. Depois disso, a etapa poeirenta: lixar bem as caixas! Isso serve mais pra tirar as farpas e pra esfolar os dedos. É gentileza usar uma luva, trust me.

4. Por fim (mas já?!), um verniz da sua escolha! A gente usou um cor "mogno", mas tem um mooonte, de várias marcas e cores, inclusive um natural que deixa a madeira da cor que é. Também dá pra pintar com outras cores, com algum tinta específica (dá muito bem pra arriscar uma tinta acrílica, mas aí não garanto a qualidade do produto!)
Pra pintar as 6 caixas usamos 1 lata e meia de verniz. E o pincel funcionou bem melhor que aquele rolinho de pintura, #ficaadica É bom: fazer em um lugar arejado e forrar bem o chão com jornal.



Depois é só escolher o uso preferido e curtir o charme da estante!


na cozinha

livros e mais livros


segunda-feira, 25 de julho de 2011

sem as mãos


*post inspirado em uma conversa com a Renata (@tataflorentino).

quantas vezes nessa vida eu me perguntei (e ouvi várias e várias amigas se perguntarem também) por que tínhamos escolhido a pessoa X pra se apaixonar, quando no fundo a gente sabia que não ia dar certo. pessoas comprometidas, enroladas, incompatíveis, difíceis de lidar, don juans e casablancas desse mundo...

eu tenho pra mim que a gente escolhe já sabendo mesmo que vai dar merda errado no final. é como se fosse uma segurança, um terreno conhecido, onde a gente pula já sabendo o tamanho do tombo. como ter uma cordinha de apoio, segurando a gente. como um bungee jump, se a imaginação deixar.

no bungee jump, a gente vai e pula. tem toda a expectativa de subir até o topo, a emoção do pulo e a beleza poética daquele ato tão entregue de se jogar. mas a gente sabe que é seguro. que a cordinha vai segurar, e que a desilusão do fim da queda vai ser suportável (ufa).

difícil mesmo é se jogar em queda livre, com a esperança (sempre ela...) de que a queda na verdade vai virar um voo. acho que isso que é o amor. é o que fica quando a gente deixa todas as nossas cordinhas pra trás e pula.

foto por Vitor Massao /@massalogia

quando a gente se despe de todos os "e se", pro bem e pro mal, e vai. quando pegamos os "e se der errado?"; "e se eu me magoar?"; "e se der certo?"; "e se eu não tiver pronta?" e largamos eles na beira, ou deixamos eles voando pra longe do nosso pulo, correndo o risco, sempre, de se estabacar.

mas acho que vale o voo, vale a vista, vale tudo que vier. e, sério. do chão não passa.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

o ano termina...

lá vai mais um ano se encerrando, chegando ao fim dos suados tantos dias.

esses tempos tava pensando, tentando decidir se 2010 tinha sido bom ou ruim, e também decidindo o que esperar, enfim, de 2011. fiquei olhando um pouco pra trás, lembrando do meu ano e do ano dos outros, e o que senti é que 2011 vai ser um tanto parecido com seus companheiros mais antigos;

pra uns, vai ser o ano mais feliz da vida - vai ser o ano do casamento, do nascimento do filho, da gravidez, da promoção no emprego, da compra no apartamento, de passar no vestibular, de encontrar o amor da vida. pra outros, e às vezes até pra esses mesmos, vai ser um ano difícil, de desafios impensados, fins de namoros, perda de emprego, e outros percalços. 2011 vem, com certeza, com dias doces e outros nem tanto, com viagens programadas e mudanças de planos. vem humildemente, como todos os outros que o antecederam: muitas coisas pra acontecer, dos mais variados tons e sabores, esperando, talvez, que a gente não fique tão extenuado como ele viu acontecer antes.

então, pensando um pouco no bem do próprio ano, que carrega tantas expectativas e desejos nas costas, eu desejo pra todo mundo muito fôlego. que a gente consiga aproveitar, curtir mesmo, as coisas boas que 2011 nos reserva; e que a gente consiga ter muita força, e um tanto de boa vontade, pra tentar encarar os desafios e, se pá, até aprender com eles. que o ano que vem não pareça tão longo, nem arrastado, nem chato nem persistente. que ele, 2011, possa ser inteiro, e que a gente possa ser inteiro nele.

e meu outro desejo é que eu consiga colocar em 2011 aquilo que eu quero que ele traga pra mim.

aogra vamos, que só falta um diazinho! feliz ano novo!

sábado, 11 de dezembro de 2010

fa la la la la la la

Yesterday we had the end-of-year assembly at school, with 2nd and 5th graders singing christmas songs. we were in a huge auditorium, many parents came. there was a big christmas tree with pretty lights, and everyone was wearing red and green - it was SO beautiful.


When they started singing "deck the halls with boughs of holly, fa la la la la la la la la" my eyes got all teary. My tricky mind had taken me back to one of the sweetes memories I have: snow falling outside, turning everything white, and all of IMS gathered in the elm room, all cozy and warm. Soft lights, teachers, children and parents sitting on the floor, love and happinness all around, while we sang christmas songs. It happened almost two years ago, but it's one of my "happy places", where I always go when I need some beautiful toughts.

It's good to be here - it's so hard to have left.

licença que eu vou rodar

no carrossel do destino...

na verdade a licença é pra falar que a partir de agora, quando a inspiração vier em inglês, eu vou escrever aqui em inglês. assim meus amigos de ithaca podem de vez em quando acompanhar o blog, e eu não vou ter que traduzir as coisas, que acabam perdendo o sentido e ficando guardadas comigo mesma.

não se preocupem que minha inspiração não vem em tailandês (por enquanto!)


shall we?

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

adeus, ano velho

tenho visto e ouvido muita gente pedindo pro ano que vem chegar logo. engraçado... 2010 não foi assim, um ano que chamaria de "leve", ou coisa do tipo, mas assim mesmo ainda não to pronta pra deixar ele ir.

vai ver que é porque ele tá bom, do jeito dele, com os dramas e reviravoltas que trouxe, mas também com muitas alegrias. ou então é porque eu ainda não sei bem o que vai ser de 2011, que já vem também com um monte de promessas, mas ainda sem muitos planos ou muita concretude. ou vai ver que eu finalmente aprendi a lição que (eu acho) 2010 veio me ensinar:

"não se apegue às suas certezas, datas e listas não, bichinha... deixa ser."

agora é ver se eu aprendi.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

pausas

"a vida necessita de pausas", já dizia o poeta. por isso foi que passamos uns rápidos dias em joão pessoa, uma terra boa que só ela. canga na areia, sol, barulho do mar. juro que nem consegui ouvir música hoje, acho que de saudade mesmo do vai-vém das ondas. mergulhos, maré boa, pensamentos soltos, leveza. a vida na praia tem mesmo outro ritmo. conta também a des-preocupação das férias. sabe quando tem gente que diz que não consegue tirar férias? pois é, sou eu não. eu tiro férias muito, muito bem. deixei o relógio de lado (tirando o dia que acordamos pra ver o sol nascer), e vi o que ia dar.

e o que deu foram praias lindas, pessoas simpáticas, encontros bons pela coincidência, passeios gostosos, muito banho de mar, sol, belezas, carona prum poeta repentista (que no final disse pra mim "se essa aí fosse poeta me batia todo dia!" arre!), comidas, comidas e comidas, pôr do sol com bolero no sax, risadas, hino da paraíba no violino, belezas, conversas, aconchego, vento do mar à noite, barquinhos, descanso, paz, belezas, praia...

já posso voltar pra lá agora?


sol nascendo na praia de cabo branco - 4h40 da manhã!

domingo, 26 de setembro de 2010

é circular




um centro preparado com cuidado, no chão, pra gente ter uma referência, e pra honrar, embelezar o espaço que se cria.
mão com mão, entrega. os passos começam, ora ensinados ora sentidos, seguindo o ritmo. a música embala, trazendo as mais diversas sensações: alegria, celebração, oração. a prece, o canto, o sagrado, a felicidade da dança. e do encontro. olhos se fecham enquanto os pés seguem livres o que o corpo sabe fazer - e parece que nasceu sabendo. algumas vezes os olhares se encontram, e a cumplicidade faz surgir sorrisos, mesmo que anônimos. o pulso segue a batida, a cabeça acaba por se render e começa a contemplar...


essa ciranda não é minha só, ela é de todos nós...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

simples

Quando decidimos montar acampamento no Brasil por um tempo, e criar mais um cantinho nosso, todo mundo perguntou quando ia ser o chá de casa nova. Quando nós íamos fazer uma festa, um lanche, pras pessoas terem oportunidade de nos presentearem com coisas para o novo lar.

E a gente disse que não ia fazer. Na época, a gente tava mesmo muito sem tempo de pensar, organizar e querer curtir um chá de casa nova. Mas a gente também achava que era mais legal irmos comprando as coisas aos poucos, enfim. Tinham motivos práticos, ideológicos, supernaturais etc etc.

Hoje vi a parte boa disso: tivéssemos feito um chá de casa nova, com lista de presentes, pessoas trazendo jogos disso e daquilo, hoje teríamos em casa, muito provavelmente, um vaso de flores. Daqueles elegantes e chiques, bem bonitos, dados com muito carinho por uma pessoa querida.

Mas aí... se perderia todo o charme do improviso e da criatividade de usar um ex-pote de palmito pra abrigar belezas bem-vindas.



tem vezes que a falta traz coisas boas...

ps: dar desconto para a qualidade da foto, o arranjo tá lindo!
ps 2: tem mais um arranjo em pote de palmito, um em um copo (enquanto o rótulo do pote de azeitona amolece) e duas rosas brancas numa garrafa de vinho. poético.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

costume


tem muitas coisas que a gente acostuma e não devia, como dizia marina colasanti num texto que encapava um caderno meu. a gente acostuma com coisas desconfortáveis até elas pararem de incomodar; acostuma a fazer tudo do mesmo jeito porque é mais fácil e mais prático. e é sempre bom tentar desacostumar desses costumes que vão deixando a gente meio dormente, adormecido.

mas tem umas coisas que a gente acostuma que eu acho que não deve desacostumar, não; como um sorriso grande quando eu chego em casa, ver filme abraçado no sofá, passar o dia juntos resolvendo coisas ou fazendo nada, carinho e cafuné antes de dormir, o colo que é meu lugar exato, as risadas e brincadeiras, testar novos caminhos juntos, fazer planos...

eu só não acostumo mesmo é com a saudade.