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Mostrando postagens com o rótulo ah o amor

mambembe

{para ler com trilha sonora } toca mambembe, música que descobrimos juntas, e dá pra quase sentir o ventinho frio das manhãs de junho. o sol batendo na janela, esquentando um pouco o brando inverno de brasília, e você aninhada no meu colo, nos braços ou no sling. bem pequenina, ainda chegando nesse mundo. e mambembe tocando, e a gente dançando na sala. a música repete, a dança também. lembro de pensar como era gostosa a sensação de dançar de pijama na sala com você, filha. e como é gostoso poder ouvir a música agora e ter essas lembranças...

sem as mãos

*post inspirado em uma conversa com a Renata (@tataflorentino). quantas vezes nessa vida eu me perguntei (e ouvi várias e várias amigas se perguntarem também) por que tínhamos escolhido a pessoa X pra se apaixonar, quando no fundo a gente sabia que não ia dar certo. pessoas comprometidas, enroladas, incompatíveis, difíceis de lidar, don juans e casablancas desse mundo... eu tenho pra mim que a gente escolhe já sabendo mesmo que vai dar merda errado no final. é como se fosse uma segurança, um terreno conhecido, onde a gente pula já sabendo o tamanho do tombo. como ter uma cordinha de apoio, segurando a gente. como um bungee jump, se a imaginação deixar. no bungee jump, a gente vai e pula. tem toda a expectativa de subir até o topo, a emoção do pulo e a beleza poética daquele ato tão entregue de se jogar . mas a gente sabe que é seguro. que a cordinha vai segurar, e que a desilusão do fim da queda vai ser suportável (ufa). difícil mesmo é se jogar em queda livre, com a espera...

costume

tem muitas coisas que a gente acostuma e não devia, como dizia marina colasanti num texto que encapava um caderno meu. a gente acostuma com coisas desconfortáveis até elas pararem de incomodar; acostuma a fazer tudo do mesmo jeito porque é mais fácil e mais prático. e é sempre bom tentar desacostumar desses costumes que vão deixando a gente meio dormente, adormecido. mas tem umas coisas que a gente acostuma que eu acho que não deve desacostumar, não; como um sorriso grande quando eu chego em casa, ver filme abraçado no sofá, passar o dia juntos resolvendo coisas ou fazendo nada, carinho e cafuné antes de dormir, o colo que é meu lugar exato, as risadas e brincadeiras, testar novos caminhos juntos, fazer planos... eu só não acostumo mesmo é com a saudade.

...

mais do que mil palavras

O melhor livro do mundo

"... e o coração lhe estourou em estilhaços quando viu seu homem de costas no lodo, já morto em vida mas resistindo ainda um último minuto à chicotada final da cauda da morte para que ela sua mulher tivesse tempo de chegar. Chegou a reconhecê-la no tumulto através das lágrimas da dor que jamais se repetiria de morrer sem ela ... " (O amor nos tempos do cólera, Gabriel Garcia Márquez)

♥

I'm gonna love you like nobody has loved you, come rain or come shine High as a mountain and deep as a river, come rain or come shine ... You're gonna love me like nobody has loved me, come rain or come shine Happy together unhappy together, and won't it be fine? Days may be cloudy or sunny We're in or we're out of the money But I'm with you always, I'm with you rain or shine (a música - linda - é essa aqui )

;)