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Mostrando postagens de Fevereiro, 2013

{mais} dança

Achei esse textinho perdido aqui, e gostei dele. Escrevi em julho de 2011, depois de um workshop de dança circular em Alto Paraíso: 3 dias de danças lindas, cachoeiras, comidas gostosas e pessoas queridas.

˜

24 horas atrás eu estava deitada pra dormir, sorrindo com uma felicidade grande, feliz comigo mesma. Estava feliz que tinha dançado como se ninguém tivesse olhando, tinha deitado na grama, olhando a lua. Tinha sentido o impulso do meu corpo, e seguido ele sem medo. Porque tinha levantado pra ouvir uma conversa que me interessou, ao invés de ficar sentada com quem tinha chegado. Feliz e orgulhosa, por ter me aventurado em 3 dias com semi-desconhecidos. Feliz pela trilha feita, pela presença de pessoas bonitas e inspiradoras, com suas histórias movimentadas e cheias de vida. Estava ainda com a cabeça e os pés cheios de passos, ritmos e risadas. Os tropeços e acertos do dia, a vontade de sempre dançar, sempre.

Pockets

Logo que cheguei aqui fui visitar a escola que eu trabalhava antes (fui de surpresa, sem contar pra ninguém que eu sequer estava aqui em Ithaca; mas isso é outra história!). Passei um dia na minha (ex)sala, Hickory, com as crianças de um ano e meio a três anos (os toddlers).

Nesse dia, a mãe de uma das crianças foi lá para conversar com eles sobre pássaros. Ela é professora de Ciências em uma das escolas aqui, e foi compartilhar um pouco com os amigos do filho. Levou coruja empalhada, conjuntos de penas de diferentes tamanhos e cores, um livro que fazia o som de vários pássaros...

As crianças estavam interessadas e envolvidas, principalmente com os sons que o livro fazia. "Oh!", eles diziam, com o dedo levantado, prestando atenção.

De repente (não mais que de repente), um menino de 2 anos levanta e fala, com a empolgação de quem fez A descoberta do século:

"I have pockets!!!"

{pausa para uma Nathália rindo muito e adorando aquilo}



Essa cena mostra bem por que eu g…

pequenas boas coisas

(ou: brincando de polyana)


são pequenas, as coisas.

pequenas porque simples, às vezes quase insignificantes. podem passar despercebidas.


são as flores no chão, na neve, que parecem desenhadas;
é o sol que faz o favor de ficar o dia todo, aumentando o ânimo e melhorando o humor;
são ideias pro tal-do-mestrado que, pra variar, conseguem se traduzir em algumas palavras;
é um vídeo lindo, delicado, que um amigo compartilha;
é sentar pra ler os textos de uma amiga, e ficar encantada;
são emails rápidos, cotidianos mas carinhosos, que fazem rir no meio da tarde;
é uma história do sobrinho;
é um carinho e um cuidado que chegam, à distância, em fotos de como cuidar da tosse chata.




e aí vou assim, colecionando pedacitos de beleza.