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Rio de Janeiro - I

Como se mede o tempo? Em dias, são sete. Em horas, 168, mais ou menos. Em meses, 1/4. Em vidros de requeijão, um e meio. Em pão, três pacotes. Em idas à praia, para sol ou não, cinco. Encontros gostosos com a família, dois. Se fosse medir o tempo em risadas, daria eternidade. Em conversas, das mais variadas, também. Medindo em Colóquio, um. Em inspirações, infinito. Em livros começados, quatro. Em vontade de fazer o mestrado, até as estrelas. Em situações corriqueiras que só o Rio traz, umas mil. Em cronos, desde segunda passada. Em aión, nunca estive em outro lugar...

rabiscos

a novidade da semana é um gesso no braço direito, bem chato (e pré-histórico, segundo me disseram) que me impede de fazer algumas coisas pequenas, daquelas do dia-a-dia que passam despercebidas até vc ter um grande desafio para fazê-las - como digitar essas algumas palavras. e, bom, tem sei lá, 24h que to de gesso, e o que mais to sentindo falta é de escrever. não é de digitar, vejam bem, é de escrever mesmo. lápis e papel, minha letra ora pequena, ora torta, ora capricho. lembretes, desabafos, ideias, compromissos, observações de falas interessantes, uma poesia inspiradora na parede que eu queria no caderno. um telefone, uma música que não sai da cabeça, uma lista de compras ou afazeres... que saudade. eu nem sabia que escrevia tanto assim, e que escrever era assim uma parte tão grande de mim... e aí pensando nisso eu lembrei de um texto do eduardo galeano que uma colega leu na aula inspiradora de quinta passada: " Celebração de bodas da razão com o coração Para que a g...

Mudança

Ontem eu anunciei o carro nos sites daqui para venda e troca de coisas, e até o fim dessa semana o plano é anunciar todo o resto: do secador de cabelo à poltrona na qual estou sentada agora, tudo que fez parte da nossa vida em Ithaca vai embora ser aproveitado por outras pessoas. No começo, eu não queria vender nada. Minha idéia era colocar tudo em caixas, de preferência organizadas, e colocar num depósito - ou na gararem de alguém - por mais ou menos um ano. Assim, quando voltássemos tudo estaria de volta com a gente. Depois de um tempo, eu fui pensando não só no trabalho que isso ia dar, mas pensei também em daqui um ano. Chegar de viagem e encontrar todas as mesmas coisas que já não são familiares. Os mesmos pratos, só que empoeirados. Talvez até mofados, quebrados, nunca se sabe. Tudo igualzinho ao que deixamos - menos eu. Não sei como eu vou estar, ou do que vou gostar, depois de um ano morando na Tailândia. Talvez eu passe a só usar tigelas para comer. Talvez eu queira tudo, tudo...

que nem passarinho

"o pensamento parece uma coisa à toa mas como é que a gente voa quando começa a pensar..."

Canto do povo de um lugar

todo dia o sol levanta e a gente canta ao sol de todo dia fim da tarde a terra cora e a gente chora porque finda a tarde quando a noite a lua mansa e a gente dança venerando a noite

Sinais

Esses dias fui comprar uma bota nova. Queria uma preta, de cano alto, mas achava que jamais ia ter coragem de usar. No sábado teve uma festa da escola, e achei que ia ser uma boa hora pra procurar a bota. Na primeira loja que entrei, me apaixonei por uma. Experimentei, olhei, tirei; coloquei de novo, andei, dei volta, olhei no espelho, fiz caras e bocas... tava na maior indecisão, quando de repente começou a tocar na loja nada mais nada menos que... you can dance, you can try having the time of your life see that girl, watch that scene, dig in the dancing queen! Depois disso, não tive mais dúvidas: peguei a bota e fui pagar na mesma hora. Gente, não dá pra ignorar um sinal desses, né?! ;P Olha o resultado: E pra quem se empolgar...

Alegria, alegria

A receita é muito fácil: Prá curar o desamor E a tristeza afastar Você que nunca sambou Se liga tem que sambar... Cair no samba despenteia...

Tendo a lua...

(sim, esse pedacinho branco aí é a lua, e a pontinha em cima uma estrela. e SIM, a foto é minha! ai, que orgulho...) :)