quinta-feira, 22 de julho de 2010

do maior mico da vida

uma pousada linda, um grupo de pessoas em um encontro sobre a arte de anfititriar. um silêncio que começou na noite anterior, e duraria até o fim desse momento.

várias pessoas absortas em seus mundos e naquilo ao redor: a grama, a textura da folha, o barulho do balanço, o incômodo das pedras no chão.

eu, com um vestido e uma calça, sentada observando. de repente, a ideia: colocar o pé na areia e subir no escorregador.

subida feita, era hora de descer. escorregador de madeira, é bom notar. com 3 tábuas um pouco separadas, sabem como? pois é. começa a descida...

e vai descendo
descendo...

e para.

o vestido, bendito, enganchou na ponta do escorregador. tava eu lá, parada (encalhada, eu diria) no meio do brinquedo. as várias pessoas ao meu redor completamente imersas na atividade - que, ironia, ironia, eu mesma havia proposto. e em silêncio. lembram?

fazer o que uma hora dessas? sem poder gritar, sem conseguir fazer um gesto de socorro [não tinha ninguém olhando!], o jeito foi reunir minhas forças, virar de costas como dava, me segurar na ponta do escorrega e subir, escalar, até conseguir soltar o vestido.

e depois, claro, pular do escorregador. porque eu é que não ia tentar descer de novo...


{sabe a pior parte da história? não tem uma foto ou testemunha ocular sequer...}

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